7 Práticas para Fortalecer a Segurança de Dados na Empresa

7 Práticas para Fortalecer a Segurança de Dados na Empresa

Dados estão entre os ativos mais importantes de uma empresa. Informações de clientes, colaboradores, fornecedores, contratos, documentos financeiros e credenciais circulam diariamente entre sistemas, dispositivos e pessoas. Por isso, investir...

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Práticas para fortalecer a segurança de dados

Dados estão entre os ativos mais importantes de uma empresa. Informações de clientes, colaboradores, fornecedores, contratos, documentos financeiros e credenciais circulam diariamente entre sistemas, dispositivos e pessoas. Por isso, investir em segurança de dados deixou de ser uma preocupação exclusiva da área de TI e passou a fazer parte da própria gestão de riscos do negócio.

Um incidente pode comprometer informações confidenciais, interromper operações, gerar prejuízos financeiros e afetar a confiança de clientes e parceiros. Ao mesmo tempo, empresas brasileiras que tratam dados pessoais precisam considerar as obrigações estabelecidas pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

A boa notícia é que fortalecer a segurança não depende apenas de grandes investimentos em tecnologia. Políticas bem definidas, controle de acesso, treinamento, backups, monitoramento e uma cultura de segurança podem reduzir significativamente a exposição da organização a riscos.

Neste artigo, apresentamos 7 práticas para fortalecer a segurança de dados em sua empresa e construir uma estratégia de proteção mais consistente.

Segurança de dados: por que sua empresa precisa tratar o tema como prioridade?

Segurança de dados envolve medidas técnicas, administrativas e organizacionais destinadas a preservar informações contra acessos indevidos, perda, alteração, exposição e outros eventos capazes de comprometer sua confidencialidade, integridade ou disponibilidade.

No caso dos dados pessoais, essa preocupação também possui dimensão legal.

A LGPD — Lei nº 13.709/2018 estabelece regras para o tratamento de dados pessoais no Brasil e prevê obrigações relacionadas à segurança dessas informações.

O artigo 46 da LGPD estabelece que os agentes de tratamento devem adotar medidas de segurança, técnicas e administrativas aptas a proteger dados pessoais de acessos não autorizados e de situações acidentais ou ilícitas.

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) também disponibiliza orientações específicas sobre segurança da informação e proteção de dados pessoais.

Para agentes de tratamento de pequeno porte, por exemplo, a Resolução CD/ANPD nº 2/2022 determina a adoção de medidas administrativas e técnicas essenciais e necessárias, considerando o nível de risco à privacidade dos titulares e a realidade do agente de tratamento.

Portanto, segurança de dados não deve ser entendida apenas como instalação de antivírus, firewall ou contratação de serviços tecnológicos.

É um processo contínuo que envolve tecnologia, pessoas, processos e governança.

Uma boa referência internacional é o NIST Cybersecurity Framework 2.0, desenvolvido pelo National Institute of Standards and Technology dos Estados Unidos.

O framework organiza a gestão de riscos de cibersegurança em seis grandes funções:

  • Governar;
  • Identificar;
  • Proteger;
  • Detectar;
  • Responder;
  • Recuperar.

Essas funções ajudam a demonstrar que uma estratégia consistente de segurança precisa ir muito além da prevenção.

A organização deve estar preparada também para identificar ameaças, detectar incidentes, responder rapidamente e recuperar suas operações.

Veja como colocar esse conceito em prática.

1. Saiba quais dados sua empresa possui e onde eles estão

Não é possível proteger adequadamente aquilo que a empresa sequer sabe que possui.

O primeiro passo para uma estratégia eficiente de segurança de dados empresariais é identificar quais informações são armazenadas, processadas ou compartilhadas pela organização.

Isso pode incluir:

  • dados cadastrais de clientes;
  • informações de colaboradores;
  • documentos de fornecedores;
  • contratos;
  • informações financeiras;
  • credenciais de acesso;
  • bases comerciais;
  • documentos estratégicos;
  • informações armazenadas em serviços de nuvem.

Depois disso, é importante entender onde essas informações estão armazenadas, quem possui acesso e com quem elas são compartilhadas.

Essa análise permite identificar informações críticas e direcionar controles de segurança proporcionalmente ao risco.

O próprio NIST coloca a função Identify (Identificar) entre os elementos centrais de seu Cybersecurity Framework, incluindo a compreensão dos ativos, sistemas e riscos relevantes para a organização.

Antes de investir em ferramentas de proteção, descubra exatamente o que precisa ser protegido.

2. Implemente controles de acesso adequados

Nem todos os colaboradores precisam ter acesso a todas as informações da empresa.

Uma das práticas mais importantes de segurança é conceder acesso de acordo com a função e a necessidade de cada usuário.

A ANPD define controle de acesso como uma medida técnica destinada a garantir que os dados sejam acessados somente por pessoas autorizadas.

Esse controle envolve três elementos:

Autenticação: identifica quem está tentando acessar o sistema.

Autorização: determina quais recursos e informações aquela pessoa pode acessar.

Auditoria: registra as ações realizadas pelo usuário.

Na prática, algumas medidas importantes incluem:

  • criar contas individuais para cada usuário;
  • evitar compartilhamento de senhas;
  • estabelecer diferentes níveis de permissão;
  • revisar acessos periodicamente;
  • remover rapidamente permissões de colaboradores desligados;
  • utilizar autenticação multifator sempre que possível.

Um princípio útil é o do menor privilégio: cada pessoa deve possuir apenas os acessos necessários para desempenhar suas atividades.

Isso ajuda a reduzir tanto o risco de acesso indevido quanto o impacto potencial de uma conta comprometida.

3. Crie uma política clara de segurança da informação

Tecnologia sem regras claras deixa lacunas.

Uma Política de Segurança da Informação (PSI) estabelece diretrizes sobre como colaboradores, gestores, fornecedores e parceiros devem lidar com informações e recursos tecnológicos.

Segundo o Glossário da ANPD, a Política de Segurança da Informação reúne diretrizes e regras para permitir o planejamento, a implementação e o controle das ações relacionadas à segurança da informação dentro de uma organização.

Uma política pode abordar temas como:

  • criação e utilização de senhas;
  • uso de computadores e dispositivos;
  • acesso remoto;
  • compartilhamento de documentos;
  • utilização de serviços em nuvem;
  • instalação de softwares;
  • tratamento de informações confidenciais;
  • utilização de dispositivos pessoais;
  • resposta a incidentes;
  • responsabilidades de colaboradores e terceiros.

Para empresas de pequeno porte, a própria Resolução CD/ANPD nº 2/2022 prevê a possibilidade de estabelecer uma política simplificada de segurança da informação, considerando estrutura, escala e volume das operações.

O mais importante não é criar um documento complexo. É estabelecer regras claras, aplicáveis e conhecidas pelas pessoas.

4. Treine seus colaboradores para reconhecer riscos

Uma empresa pode possuir excelentes ferramentas de segurança e ainda permanecer vulnerável se as pessoas não souberem identificar situações suspeitas.

E-mails fraudulentos, páginas falsas, engenharia social, solicitações indevidas de informações e manipulação de usuários continuam sendo caminhos utilizados para tentar obter acesso a sistemas e dados.

Por isso, treinamento não deve acontecer apenas durante a integração de novos colaboradores.

A empresa pode estabelecer programas periódicos que abordem:

  • identificação de phishing;
  • proteção de senhas;
  • compartilhamento seguro de informações;
  • utilização adequada de dispositivos;
  • cuidados com documentos confidenciais;
  • procedimentos diante de mensagens suspeitas;
  • comunicação de possíveis incidentes.

O objetivo não deve ser transformar todos os funcionários em especialistas em cibersegurança.

O objetivo é fazer com que cada pessoa reconheça que também participa da proteção das informações da organização.

Uma cultura de segurança forte transforma colaboradores de potenciais pontos de vulnerabilidade em participantes ativos da proteção do negócio.

5. Mantenha sistemas atualizados e realize backups

Softwares desatualizados podem manter vulnerabilidades já conhecidas e corrigidas pelos fabricantes.

Por isso, sistemas operacionais, aplicações, plugins, servidores, dispositivos de rede e demais componentes tecnológicos precisam fazer parte de uma política de atualização.

Sempre que possível, a organização deve estabelecer processos para:

  • acompanhar atualizações de segurança;
  • aplicar correções de maneira planejada;
  • identificar sistemas obsoletos;
  • substituir tecnologias sem suporte;
  • documentar ativos críticos.

Ao mesmo tempo, a empresa precisa se preparar para a possibilidade de perda ou indisponibilidade das informações.

É aí que entram os backups.

Uma estratégia de backup deve considerar quais informações são essenciais para a continuidade do negócio, com que frequência precisam ser copiadas e em quanto tempo precisam ser recuperadas.

Também é fundamental testar periodicamente a restauração dos backups.

Afinal, descobrir que uma cópia de segurança não funciona justamente durante um incidente pode transformar um problema técnico em uma crise operacional.

6. Avalie fornecedores e terceiros que acessam seus dados

A segurança da empresa não termina dentro de sua própria infraestrutura.

Softwares SaaS, escritórios contábeis, empresas de tecnologia, plataformas de pagamento, consultorias, fornecedores de nuvem e diversos outros parceiros podem ter algum nível de acesso a dados ou sistemas corporativos.

Isso cria uma questão importante:

o nível de segurança de um fornecedor pode afetar diretamente o nível de segurança da sua empresa.

O Guia Orientativo sobre Segurança da Informação da ANPD recomenda atenção ao gerenciamento de contratos e aquisições e, nos casos de terceirização de serviços de TI, sugere que contratos incluam cláusulas relacionadas à segurança da informação e à adequada proteção de dados pessoais.

Antes de contratar fornecedores que terão acesso a informações sensíveis ou sistemas críticos, vale avaliar:

  • quais dados serão acessados;
  • como essas informações serão armazenadas;
  • quais controles de segurança são adotados;
  • quem terá acesso aos dados;
  • como incidentes serão comunicados;
  • o que acontece com os dados após o encerramento do contrato.

Essa análise faz parte de uma abordagem mais ampla de gestão de riscos de terceiros.

7. Tenha um plano para detectar e responder a incidentes

Nenhuma organização consegue garantir risco zero.

Por isso, uma estratégia madura de segurança precisa responder a uma pergunta fundamental:

o que faremos se um incidente acontecer?

Empresas devem definir previamente responsáveis, procedimentos e canais de comunicação para situações como:

  • acesso não autorizado;
  • comprometimento de credenciais;
  • vazamento de informações;
  • indisponibilidade de sistemas;
  • malware ou ransomware;
  • perda ou roubo de equipamentos.

O NIST Cybersecurity Framework 2.0 reforça justamente essa abordagem ao estruturar a segurança em seis funções contínuas: Governar, Identificar, Proteger, Detectar, Responder e Recuperar.

Isso significa que proteger é apenas uma parte da estratégia.

A empresa também precisa ser capaz de perceber rapidamente quando algo saiu do padrão, conter o problema e restabelecer suas operações.

Além disso, quando um incidente envolve dados pessoais, podem existir obrigações específicas de avaliação e comunicação previstas na LGPD e na regulamentação da ANPD.

Segurança de dados e LGPD: qual é a relação?

Segurança da informação e proteção de dados pessoais são conceitos relacionados, mas não são exatamente a mesma coisa.

A segurança da informação procura proteger informações e sistemas contra diferentes tipos de riscos.

Já a proteção de dados pessoais envolve também questões como finalidade, necessidade, transparência, direitos dos titulares e bases legais para o tratamento.

A LGPD estabelece, entre seus princípios, o princípio da segurança, relacionado à utilização de medidas técnicas e administrativas capazes de proteger dados pessoais.

Por isso, adequação à LGPD não deve ser tratada apenas como produção de documentos jurídicos.

Tecnologia, processos, controles de acesso, políticas internas e conscientização das pessoas também fazem parte de uma estratégia consistente de proteção.

Como começar a melhorar a segurança de dados da empresa?

Uma empresa que ainda não possui uma estratégia estruturada não precisa implementar tudo de uma vez.

O caminho pode começar com um diagnóstico.

Faça perguntas simples:

Quais são nossos dados mais importantes? Quem consegue acessá-los? Onde estão armazenados? Temos backups funcionando? Conseguiríamos perceber rapidamente um acesso indevido? Sabemos como agir diante de um incidente? Nossos fornecedores protegem adequadamente as informações que compartilhamos?

As respostas ajudam a identificar prioridades.

Depois, a organização pode construir um plano de evolução baseado no risco, começando pelos ativos e processos mais críticos.

O NIST Cybersecurity Framework 2.0 foi desenvolvido justamente para ser aplicável a organizações de diferentes portes e níveis de maturidade e pode servir como referência para estruturar esse processo.

Segurança também começa com informações confiáveis

Existe outro aspecto importante da segurança corporativa: saber com quem sua empresa está se relacionando.

Clientes, fornecedores, parceiros e terceiros podem fazer parte de processos que exigem diferentes níveis de validação e análise de risco.

Informações incompletas, inconsistentes ou desatualizadas podem aumentar a exposição da organização a riscos operacionais, financeiros e reputacionais.

É nesse contexto que ferramentas de inteligência e verificação de dados podem complementar uma estratégia mais ampla de segurança.

O Cortex Verify, da Cortex Soluções Corporativas Inteligentes, apoia processos de consulta e validação de informações de pessoas e empresas, permitindo reunir elementos que auxiliem organizações em suas análises e tomadas de decisão.

Segurança não significa apenas proteger os dados que entram na empresa. Também significa aumentar a qualidade das informações utilizadas para tomar decisões.

Conclusão: segurança de dados é um processo contínuo

Fortalecer a segurança de dados não depende de uma única ferramenta.

É resultado da combinação entre pessoas, processos, tecnologia e governança.

Conhecer os dados existentes, controlar acessos, criar políticas, conscientizar colaboradores, atualizar sistemas, manter backups, avaliar terceiros e preparar respostas a incidentes são práticas capazes de elevar significativamente a maturidade de segurança de uma organização.

Mais importante ainda: segurança não deve ser encarada como um projeto com começo e fim.

Novas tecnologias, pessoas, fornecedores e ameaças surgem continuamente. Os controles da empresa precisam evoluir junto com eles.

Sua empresa toma decisões com informações confiáveis?

Além de proteger as informações que sua organização já possui, é importante garantir qualidade e confiabilidade nos dados utilizados em processos de análise e decisão.

Conheça o Cortex Verify e descubra como a inteligência de dados pode apoiar processos de validação, análise de risco e decisões corporativas mais seguras.

Se este conteúdo foi útil, compartilhe com profissionais de tecnologia, compliance, riscos e gestão da sua empresa e ajude a fortalecer uma cultura de segurança orientada por dados.

Fontes e referências

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